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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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HUACHACHINA: UM OÁSIS NO MAIS SECO DESERTO DO MUNDO

Mäyjo, 27.10.16

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Um oásis peruano

 

MACHU PICCHU VIA RECEBER 2 MILHÕES DE TURISTAS POR ANO

Mäyjo, 03.05.15

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Machu Picchu será massificada

PERU: CIDADÃOS RECONSTROEM PERIGOSA PONTE DOS INCAS

Mäyjo, 01.05.15

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A ponte Inca de Keshwa Chaca

AGRICULTOR PERUANO PEDE INDEMNIZAÇÃO CLIMÁTICA A EMPRESA ALEMÃ

Mäyjo, 22.03.15

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Um agricultor do Peru está a exigir uma indemnização a uma empresa alemã do sector energético devido ao contributo histórico para as alterações climáticas que, segundo defende, deixa a sua casa “severamente ameaçada” por um lago que pode extravasar as margens.

Num processo judicial sem precedentes na Europa, Saul Luciano Lliuya exige que a RWE, que opera na distribuição de gás natural e na produção e distribuição de energia, pague parte dos custos de medidas de protecção urgentes, já que a sua casa fica localizada no leito de cheia do lago Palcacocha, que acolhe a água do degelo de glaciares, impedindo que chegue à sua casa, na cidade de Huaraz, na região da Cordillera Blanca.

“Dois glaciares podem colapsar para o lago, o que causaria uma grande inundação que destruiria a casa da minha família e muitas outras casas em Huaraz. É um risco inaceitável”, indicou o agricultor ao Guardian. “Há muito que eu e o meu pai achamos que aqueles que causam as alterações climáticas devem ajudar a resolver os problemas que causam. O Peru é um país pobre e vulnerável. Os grandes poluentes que têm contribuído para as alterações climáticas devem agora contribuir para solucionar os nossos problemas”, assevera Saul Luciano Lliuya.

O processo iniciado pelo agricultor alega que a RWE – uma das grandes emissoras históricas europeias de gases com efeito de estufa, segundo um relatório da revista científica Climate Change – contribuiu para o efeito estufa e, consequentemente, para o degelo dos glaciares nos Andes.

Em menos de 40 anos, o lago Palcacocha viu o seu tamanho aumentar oito vezes e o volume aumentar 30 vezes mais devido ao degelo dos glaciares, defende a queixa contra a RWE. As autoridades locais de Huaraz afirmam que existe um risco elevado de inundação e têm declarado repetidamente o estado de emergência.

Roda Verheyen, advogada ambientalista alemã e que representa Saul Luciano Lliuya, indica que o seu cliente pretende processar a RWE nos tribunais alemães naquilo que será um processo judicial sem precedentes na Europa. “Temos um caso sólido no que respeita à contribuição da RWE para o efeito estufa e como isso contribui para o risco em que a habitação do senhor Lliuya se encontra”, indica a advogada ao jornal britânico.

O peruano exige que a RWE o indemnize pelas contribuições para as emissões totais entre 1751 e 2010, que estão calculadas em 0,47%.

Para que o risco de cheia seja evitado e a casa de Lliuya fique ilesa é necessário drenar o largo, até que futuros trabalhos possam ser feitos, como a construção de novos diques e a modernização dos existentes. De maneira a colocar estas medidas em marcha, o agricultor pede uma indemnização de cerca de €20.000, valor correspondente a 0,47% dos custos projectados para drenar e reforçar as protecções do lago.

Michael Murphy, porta-voz da RWE indica que a empresa não pode comentar a acção legal uma vez que ainda não recebeu nenhuma notificação formal do caso.

Banana orgânica produzida no Peru conquista o mercado da União Europeia

Mäyjo, 28.02.15

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"Considero que os produtores de banana orgânica no Peru são uns dos que conseguiram alcançar maior sucesso dentro do Programa Europeu Euro Eco Trade, mais precisamente através do Projecto Probanano que é da responsabilidade da ONG Oikos", foram palavras ditas por Irene Horejs.


A embaixadora da União Europeia no Peru reconheceu a qualidade da banana orgânica considerando-a um produto de sucesso e revelou que a exportação de bananas peruanas para o mercado europeu tem vindo a crescer de uma forma significativa. Reconhece também que o aumento das exportações só se tem vindo a verificar devido ao trabalho realizado por cerca de 6 mil produtores de banana orgânica na vila Valle del Chira, na província de Sullana, no Peru.

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Isto é motivo de grande orgulho para a Oikos, que desde 2010 trabalha no apoio à produção e comercialização de banana orgânica no Peru. Este projeto em concreto – Probanano -, financiado pela União Europeia, propõe-se a melhorar a qualidade de vida e reduzir a pobreza dos produtores, trabalhadores e comunidades da região de Piura através do desenvolvimento sustentável do sector bananeiro. Tem-se vindo a ampliar a escala de produção de banana e aumentar a cadeia de valor permitindo o acesso ao mercado nacional e internacional, o que proporciona um aumento de rendimentos e uma maior estabilidade para milhares de famílias de produtores.

A embaixadora Irene Horejs assinalou ainda que a banana orgânica peruana cumpre todos os standards ambientais, sociais e laborais que o mercado estrangeiro solicita. Acrescentou que é importante um programa que respeite as questões ambientais e que esse trabalho está a ser concretizado neste projeto. "Estamos a trabalhar com os produtores orgânicos para um melhor uso da água, do solo e do tratamento dos resíduos sólidos, e os resultados estão no processo de produção das bananas".

Também Willy Paredes, coordenador deste projeto da Oikos no Peru, observou que "os principais apoios da União Europeia para as exportações agrícolas peruanas são o Tratado do Comércio, o Programa Euro Eco Trade e o Projecto Probanano. A produção e exportação de bananas orgânicas estão a melhorar a vida de 11.000 famílias, produtores, funcionários e pessoas ligadas ao ramo".

Estas declarações foram feitas durante uma visita de cortesia ao Presidente Regional, Reynaldo Hilbck Guzmán, que não deixou de referir a possibilidade de se concretizarem parcerias público-privadas para, por exemplo, reutilização de águas residuais e fortalecimento de relações com outros países que tem vindo a resultar em cadeias de produção de banana, cacau e outros. 

Na imprensa peruana as notícias surgiram na televisão, em vários jornais e sites de referências. Consulte aqui

 

Fonte: http://newsletter.oikos.pt/v/5Le36bGe1P2e19-3-b7bb3